Certa vez, Raçulullah (Sallalláhu alayhi wa sallam) foi ter com a tribo de Bani Zafar (uma tribo dos Ansár). Enquanto estava sentado no mimbar, dirigindo-se a eles, disse a Hazrat Abdullah bin Mas’ud (radhiyalláhu an’hu): “Recite o Qur’án para mim.”
Com muita humildade, Hazrat Abdullah bin Mas’ud (radhiyalláhu an’hu) disse a Raçulullah (Sallalláhu alayhi wa sallam): “Ó Raçulullah (Sallalláhu alayhi wa sallam), será que posso recitar o Qur’án Majíd diante de si, sendo que o Qur’án foi lhe revelado?” Raçulullah (Sallalláhu alayhi wa sallam) disse: “Desejo ouvi-lo sendo recitado por alguém além de mim.”
Hazrat Abdullah bin Mas’ud (radhiyallahu ‘anhu) de seguida começou a recitar o Surah Nissá, enquanto Raçulullah (sallallahu alaihi wasallam) ouvia atentamente a sua recitação.
Quando ele alcançou o quadragésimo primeiro versículo do Surah Nissá:
فَكَيْفَ إِذَا جِئْنَا مِن كُلِّ أُمَّةِۭ بِشَهِيدٍ وَجِئْنَا بِكَ عَلَىٰ هَٰٓؤُلَآءِ شَهِيدًا
“Como será, quando trouxermos de cada nação uma testemunha, e trouxermos-lhe [Ó Muhammad] como testemunha contra essas pessoas?”
Raçulullah (Sallalláhu alayhi wa sallam) disse-lhe: “Podes parar de recitar agora.” Quando Hazrat Abdullah bin Mas’ud (radhiyalláhu an’hu) olhou para o rosto abençoado de Raçulullah (Sallalláhu alayhi wa sallam), viu que os olhos abençoados de Raçulullah (Sallalláhu alayhi wa sallam) estavam cheios de lágrimas (devido à estimada honra e à elevada posição que Allah Ta’ala concederá a Raçulullah (Sallalláhu alayhi wa sallam) no Dia do Juízo Final, como mencionado no versículo acima).
(Sahíh Bukhári #5055, Fathul Bári 99/9)
Al-Hádi Al-Hádi – Em Língua Portuguesa