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Os Jardins do Amor – 29ª Parte

A Importância de uma boa companhia para a criança

Para uma boa educação da criança é essencial que ela esteja na companhia de pessoas piedosas e esteja num bom ambiente. A companhia de pessoas piedosas terão um efeito duradouro sobre o coração da criança, ao ponto de moldar o seu pensamento criando nela valores islâmicos.

Consta num Hadíce que todas as crianças nascem com uma natureza pura. Essa mesma natureza contribui na compreensão da veracidade do Islám. Mas, o mau ambiente influencia as suas crenças, fazendo com que a criança se torne num judeu, cristão ou adorador de fogo seguindo a religião dos seus pais. (Sahíh Bukhári #1385)

Consta num outro Hadíce que Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) comparou um companheiro piedoso como um vendedor de almíscar, e um mau companheiro como um ferreiro. Enquanto estiver na companhia do vendedor de almíscar, a pessoa poderá receber o almíscar como presente, comprá-lo, ou no mínimo ele se beneficiará da fragrância agradável do almíscar enquanto estiver na sua companhia. Enquanto que, na companhia do ferreiro, se a roupa não for queimada com as chamas, não escapará o cheiro desagradável da fumaça. (Sahíh Bukhári #5534)

Neste Hadíce, Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) explicou que a boa companhia sempre terá benefícios e a má companhia sempre terá prejuízos.

De seguida, mencionamos dois incidentes que demonstram a preocupação que os Sahábah tinham para que os seus filhos permanecessem num bom ambiente e com uma boa companhia.

O cuidado de Hazrat Umme Sualim (radhiyalláhu an’há) para com o seu filho

É relatado que quando Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) emigrou para Madínah Munawwarah, a mãe de Anass (radhiyalláhu an’hu) segurou-lhe pela mão e o levou diante de Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam). Ela disse: “Ó Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam)! Todas as pessoas dos Anssár, seja homem ou mulher, trouxeram algum presente para si. Eu não tenho nada além do meu filho. Por favor, aceite-o para lhe servir.” (Majmauz Zawáid #1470)

Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) aceitou-o e ele permaneceu na companhia de Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) por dez anos.

A mãe de Hazrat Anass (radhiyalláhu an’hu) queria que o filho ficasse na companhia de Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) porque percebeu que não havia melhor companhia para o seu filho do que a companhia de Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam).

A preocupação de Hazrat Abbáss (radhiyalláhu an’hu) para com o seu filho

Hazrat Abbáss (radhiyalláhu an’hu), o tio de Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) desejava que o seu filho, Hazrat Abdullah bin Abbáss (radhiyalláhu an’humá) adquirisse bênçãos da companhia de Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam).

É relatado que quando ele tinha doze ou treze anos de idade, o seu pai ordenou-o a passar a noite na casa da tia, Hazrat Maimúnah (radhiyalláhu an’há) que também era esposa de Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam), para observar o seu tahajjud. Assim, ele passou a noite na casa da tia, observou o tahajjjud de Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) e transmitiu ao Ummah inteiro.

A palavra “companhia” tem um significado muito amplo. Tudo aquilo que influencia o pensamento da pessoa pode ser considerado como companhia. Tudo o que lêmos, seja em forma de website ou redes sociais, influenciam o pensamento da pessoa. Então, os pais devem ser cuidadosos com todos esses aspectos a que os filhos estão expostos. 

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