Actualmente, encontramo-nos no mês de Sha’bán e a poucos dias do abençoado mês de Ramadhán. Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) costumava jejuar (nafl) no mês de Sha’bán mais do que em qualquer outro mês.
Hazrat Ussámah bin Zaid (radhiyalláhu an’hu) relata que: “Certa vez, ele disse a Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam): “Não te vejo a jejuar em nenhum mês tanto como te vejo a jejuar no Sha’bán.” Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) respondeu: “O mês de Sha’ban é um mês que aparece entre Rajab e Ramadhán, do qual as pessoas são negligentes, e é um mês no qual as acções (anuais) das pessoas são elevadas ao Senhor dos Mundos (Allah Ta’ála), e eu gostaria que as minhas acções fossem elevadas enquanto eu me encontro de jejum.” (Sunan Nassái #3357, Targhíb #1537)
O jejum do mês de Sha’bán é uma preparação para o mês de Ramadhán
Certa vez, Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) foi perguntado sobre o jejum mais virtuoso após o jejum do mês de Ramadhán, ao que respondeu: “O jejum de Sha’bán em honra do mês de Ramadhán.” (Sunan Tirmizi #664)
Devemos ter em conta que o jejum de Sha’bán será considerado superior quando observado para honrar e preparar para o Ramadhán. Caso contrário, o jejum mais virtuoso após o mês de Ramadhán é o jejum do mês de Muharram, como consta num Hadíce autêntico de Sunan Abú Dawúd, que Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) disse: “O jejum mais virtuoso após o Ramadhán é o jejum de Muharram.” (Sunan Abí Dawúd #2429)
Hazrat Anass (radhiyalláhu an’hu) mencionou: “Quando o mês de Sha’bán começava, os muçulmanos (isto é, os Sahábah e os Tabi’ín) dedicavam-se à recitação do Qur’án. (Latáiful Ma’árif pág. 258)
Laylatul Bará’ah – A noite de perdão e de salvação do fogo do Jahannam
O mês de Sha’bán é um mês que traz consigo muitas bênçãos devido à existência nele de Lailatul Bará’ah (a noite de Bará’ah). Bará’ah significa declaração de perdão e salvação do fogo do inferno.
A noite de Bará’ah é uma noite extremamente abençoada e virtuosa, na qual muitas misericórdias de Allah Ta’ála descem sobre o Ummah, e é considerada como uma das grandes noites do calendário islámico.
Existem muitos Hadíces autênticos sobre as abundantes virtudes desta noite. De seguida, estão algumas virtudes deste noite:
1. Allah Ta’ála direciona a Sua misericórdia e perdão especiais sobre as criaturas nesta noite
Hazrat Muáz bin Jabal (radhiyalláhu an’hu) relata que Raçulullah (sallalláhu alaihi wassalam) disse: “Allah Ta’ála vira a Sua misericórdia sobre as criaturas na 15ª noite de Sha’bán, e os perdoa à todos com excepção daqueles que atribuem parceiros a Ele e daqueles que nutrem maldade nos corações contra outras criaturas.” (Targhíb #1546)
2. As misericórdias especiais descem sobre o Ummah desde o início da noite até ao amanhecer
Durante as outras noites do ano, Allah Ta’ála envia a Sua misericórdia especial sobre as criaturas no último terço da noite. No entanto, na noite de Bará’ah, Allah Ta’ála envia a Sua misericórdia especial desde o início da noite (pôr do sol) até a hora de Fajr. Assim sendo, Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) encorajou ao Ummah a passar esta noite no Ibádah.
Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) disse: “Quando for a 15ª noite de Sha’bán, permaneçam no Ibádah durante a noite e jejuem durante o dia, pois nesta noite Allah Ta’ála (ou seja, a misericórdia de Allah Ta’ála) desce para o céu mais próximo a partir do pôr do sol. Allah Ta’ála anuncia: “Será que existe alguém que deseja o perdão, para que Eu lhe perdoe? Será que existe alguém que deseja o sustento, para que Eu lhe conceda o sustento? Será que existe alguém afligido com alguma dificuldade, para que Eu lhe possa conceder alívio? Este anúncio continua até à hora de Fajr. (Sunan Ibn Májah #1388)
3. As acções do Ummah de todo o ano são apresentadas a Allah Ta’ála nesta noite
Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) disse que o mês de Sha’bán é um mês em que as acções dos servos são apresentadas diante de Allah Ta’ála (ou seja, na noite de Bará’ah). (Sunan Nassái #3357, Targhíb #1537)
4. O desejo de Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) que as suas acções sejam apresentadas a Allah Ta’ála enquanto jejua
Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) disse: “Desejo que as minhas acções sejam elevadas (e apresentadas diante de Allah Ta’ála nesta noite de Bará’ah) enquanto estou de jejum.” (Sunan Nassái #3357, Targhíb #1537, Tayssir 2/77)
5. O desejo de Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) que a decisão da sua morte seja feita enquanto jejua
Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) disse: “Allah Ta’ála decide (no mês de Sha’bán, na noite de Bará’ah) quem irá falecer nesse ano. Desejo que (a decisão sobre) a minha morte seja feita enquanto estou de jejum.” (Musna Abú Ya’lá #4911, Targhíb #1540)
6. Allah Ta’ala liberta pessoas do Jahannam em quantidade equivalente aos pelos dos animais de Bani Kalb
Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) disse: “Durante esta noite, Allah Ta’ala liberta do fogo do Jahannam muitos servos, em número igual aos pelos das cabras e ovelhas da tribo Banu Kalb.” (Shu’abul Imán #3556, Sunan Tirmizi #739)
7. Jannah se torna obrigatório para quem adora Allah Ta’ala nesta noite
Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) disse: “Aquele que reviver (passar) cinco noites do ano no Ibádah, o Jannah torna-se obrigatório para ele. (Essas cinco noites são) a noite de Tarwiyah (8 de Zul Hijjah), a noite de Arafah (9 de Zul Hijjah), a noite de Nahr (10 de Zul Hijjah), a noite de Ídul-Fitr e a noite do dia 15 de Sha’bán.” (Targhíb #1656)
A maneira como Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) adorou Allah Ta’ala nesta noite
Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) constumava a se esforçar no Ibádah e duá durante a noite de Bará’ah.
Hazrat Áishah (radhiyalláhu an’ha) relata: “Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) disse para mim (na noite de Bará’ah): ‘Ó Áishah! Você me deixará ir passar esta noite no Ibádah?’ Eu respondi: ‘Sim – que o meu pai e a minha mãe sejam sacrificados por si!’
“Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) ficou de pé no saláh. Quando ele se prostrou, permaneceu no sajdah por uma parte tão longa da noite que eu pensei que ele havia falecido. Eu me levantei para tocá-lo (para ver se ele não havia falecido). Coloquei a minha mão nas solas dos seus pés abençoados (que estavam juntos durante o sajdah), e o seu corpo se moveu. Fiquei cheia de felicidade (ao ver que ele estava vivo).” (Shu’abul Imán #3556)
Dua a ser recitado no Shab-e- Bará’ah
Hazrat Áishah (radhiyalláhu an’ha) relata: “Quando Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) estava em prostração na noite de Bará’ah, eu o ouvi recitar a seguinte súplica:
أَعُوْذُ بِعَفْوِكَ مِنْ عِقَابِكَ وَأَعُوْذُ بِرِضَاكَ مِنْ سَخَطِكَ وَأَعُوْذُ بِكَ مِنْكَ جَلَّ وَجْهُكَ لَا أُحْصِيْ ثَنَاءً عَلَيْكَ أَنْتَ كَمَا أَثْنَيْتَ عَلٰى نَفْسِكَ
Ó Allah! Peço refúgio no Seu perdão contra o Seu castigo, e peço refúgio na Sua satisfação contra a Sua zanga e peço refúgio em Si (na Sua misericordia) de Si (do Seu castigo). Exaltado sejas. Sou incapaz de louvar a Si como mereces. Tu és como Te louvaste a Si próprio.
Hazrat Áishah (radhiyalláhu an’ha) diz: “Na manhã seguinte, quando mencionei este duá a Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam), que eu o ouvi recitar na noite anterior, ele me disse: ‘Ó Áishah! Vejo que você aprendeu este duá?’ Eu disse a ele: ‘Sim, eu o aprendi (consigo quando o recitaste ontem à noite).’ Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) disse: ‘Continue a se lembrar dele e ensine-o aos outros, pois Jibríl (alaihis salám) me ensinou essas palavras e me instruiu a repeti-las no sajdah.’” (Shu’abul Imán #3556)
Um incidente interessante que aconteceu no Lailatul Bará’ah
Hazrat Áishah (radhiyalláhu an’ha) relata:
Certa vez, quando chegou a minha vez de Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) passar a noite comigo, Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) regressou do masjid após o saláh de Ishá. Ele tirou o seu xaile, removeu as suas sandálias e as colocou ao lado dos pés, depois disso, deitou-se ao meu lado na cama.
Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) deitou-se apenas por um curto período, até sentir que eu estava dormindo. De seguida, ele levou o seu xaile silenciosamente, calçou as suas sandálias silenciosamente, abriu a porta (silenciosamente), saiu da casa (silenciosamente) e fechou a porta silenciosamente.
Naquele momento, um forte sentimento de possessividade me dominou. Pensei que talvez ele fosse passar a noite com uma das suas outras esposas.
Imediatamente levantei da cama, vesti o meu manto, lenço e outras roupas externas e saí de casa para segui-lo. Caminhei atrás dele (sem que ele soubesse que eu o estava seguindo) até que ele chegou a Baquí’ (o cemitério de Madinah Munawwarah). Ao chegar a Baquí’, ele ficou lá por um longo tempo, com as suas mãos levantadas em duá.
Hazrat Áishah (radhiyalláhu an’ha) menciona: “Quando encontrei Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) de pé no Baquí’, a fazer duá pelo perdão dos homens e mulheres crentes e dos mártires, pensei comigo mesma: ‘Que o meu pai e a minha mãe sejam sacrificados por Si, ó Mensageiro de Allah! Estás cumprindo a ordem de Allah Ta’ala, enquanto eu estou alimentando esses pensamentos mundanos errados acerca de si (indo para outra esposa)!’”
Após completar o duá, Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) se virou (para sair do cemitério e voltar para casa). (Quando percebi isso,) eu também me virei (para voltar rapidamente para casa).
Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) avistou Hazrat Áishah (radhiyalláhu an’ha) e soube que ela o havia seguido. Hazrat Áishah (radhiyalláhu an’ha) conta:
Ele começou a andar mais rápido, e eu também andei mais rápido. Ele então começou a correr, e eu também corri. Ele correu ainda mais rápido, e eu corri mais rápido. Cheguei em casa antes dele, e assim que me deitei na cama, ele entrou em casa. Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) me perguntou: “O que houve, ó Áishah? Aconteceu alguma coisa? Por que estás a respirar tão forte?” Eu respondi: “Não, nada aconteceu!”
Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) disse: “Ou você me contará, ou então Aquele que é o Conhecedor das coisas ocultas, o Ser que é Omnisciente (Allah Ta’ala), certamente me informará.” Eu respondi: “Ó Mensageiro de Allah! Que o meu pai e a minha mãe sejam sacrificados por si!” De seguida, eu o informei do que havia acontecido.
Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) me disse: “Então eras a pessoa que eu tinha visto a andar à minha frente?” Eu respondi: “Sim.” Hazrat Áishah (radhiyalláhu an’ha) disse a Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam): “Pensei que você fosse passar a noite com uma das suas outras esposas (por isso eu lhe segui).”
Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) disse: “Você pensa e teme que Allah, o Altíssimo, e Seu Raçul (sallalláhu alaihi wassallam) irão oprimir-te?”
De acordo com uma narrativa, Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) disse a ela: “O que aconteceu contigo, ó Áishah? Você foi dominada pela possessividade?” Hazrat Áishah (radhiyalláhu an’ha) respondeu: “Por que uma esposa como eu não deveria se sentir possessiva em relação a um marido como você?”
Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) então disse a ela: “Seu Shaitán veio até você (e colocou essa dúvida no seu coração)?” Hazrat Áishah (radhiyalláhu an’ha) perguntou: “Ó Mensageiro de Allah! Eu tenho um Shaitán comigo?” Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) disse: “Sim.” Hazrat Áishah (radhiyalláhu an’ha) perguntou: “Toda pessoa tem um Shaitán consigo?” Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) disse: “Sim (isto é, Allah Ta’ala colocou com cada pessoa um anjo para motivá-la para o bem e um Shaitán para desencaminhá-la para o mal).”
Hazrat Áishah (radhiyalláhu an’ha) diz: Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) gentilmente bateu no meu peito com a sua mão (para remover os efeitos malignos do sussurro de Shaitán do meu coração).
Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) explicou a Hazrat Áishah (radhiyalláhu an’ha) o motivo de ter saído de casa naquele momento. Ele disse: “Jibríl (alaihis salám) veio até mim no momento em que você me viu (a sair de casa). Ele me chamou em segredo. Eu respondi ao seu chamamento da mesma maneira. Ele (Jibríl (alaihis salám)) não queria entrar no quarto enquanto você estivesse presente, pois você havia tirado as tuas roupas externas. Eu pensei que você tivesse adormecido e não gostaria de lhe acordar (por isso eu fiz tudo em silêncio). Jibríl (alaihis salám) me disse: ‘Seu Senhor ordena que você vá aos moradores de Baquí’ e faça duá pelo perdão deles.”
Noutras narrativas, é relatado que Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) mencionou: “Jibríl (alaihis salám) veio a mim e disse: ‘Esta noite é a 15ª noite de Sha’bán. Durante esta noite, Allah Ta’ala liberta muitos servos do fogo do Jahannam – igual ao número de pelos das cabras e ovelhas da tribo Banu Kalb.’” (Sahih Muslim #974, #2815, Shu’abul Imán #3556, Sunan Ibn Majah #1389)
Oito grupos de pessoas privadas de perdão e misericórdia no Lailatul Bará’ah
Apesar de Lailatul Bará’ah ser uma noite de abundante perdão, existem certos grupos de pessoas que são privadas de perdão nesta ocasião auspiciosa por cometerem pecados graves. Abaixo estão os 8 grupos de pessoas que não recebem perdão nesta noite:
(1) O mushrik (a pessoa que comete actos de shirk).
(2) A pessoa que nutre maus sentimentos e rancor no seu coração pelos outros.
(3) A pessoa (homem) que usa suas roupas (calças ou jubba, etc.) abaixo dos tornozelos.
(4) A pessoa viciada em vinho (ou qualquer outro tipo de intoxicante, por exemplo, drogas).
(5) A pessoa que desobedece aos pais.
(6) A pessoa que rompe os laços familiars.
(7) A pessoa que comete zina (adultério).
(8) A pessoa que comete assassinato.
(Sunan Ibn Májah #1390, Musnad Ahmad #6642, Shu’abul Imán #3548, 3555, 3556, Da’wát Kabír lil-Bayhaqi 2/147)
Jejuar no 15º dia de Sha’bán
Era o hábito abençoado de Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) jejuar durante todo o mês de Sha’bán. Da mesma forma, era o hábito de Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) jejuar nos dias 13, 14 e 15 de cada mês.
Em vista desses Ahádice, entendemos que Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) jejuava no 15º dia de Sha’bán.
Portanto, como este dia (o 15º) coincide com o jejum de Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam), os nossos Ulamá são da opinião que jejuar somente neste dia também será permitido (embora seja melhor jejuar nos dias 13, 14 e 15).
Quanto ao Hadíce que ordena o jejum no 15º dia de Sha’bán, embora seja considerado muito fraco de acordo com os Muhaddicíne, praticá-lo será permitido, pois está dentro do escopo dos outros Ahádice autênticos que explicam que Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) jejuava durante o mês de Sha’bán.
Além disso, é autenticamente relatado no Hadíce que, quando Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) foi questionado sobre o motivo de jejuar durante o mês de Sha’bán, ele disse: “Neste mês, o livro de acções duma pessoa (no qual as acções de todo o ano são registadas) é elevado a Allah Ta’ala, e eu desejo que as minhas acções também sejam elevadas enquanto estou de jejum.” (Sunan Nassa’i #3357, Targhíb #1537)
A partir deste Hadíce, entendemos que Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) jejuava no dia 15 de Sha’bán, já que a 15ª noite é a ocasião em que as acções são elevadas a Allah Ta’ala, como pode ser compreendido de outros Ahadice.
Em conclusão, entendemos que não há mal em jejuar no dia 15 de Sha’bán, pois está entre os dias em que Raçulullah (sallalláhu alaihi wassallam) jejuou.
Al-Hádi Al-Hádi – Em Língua Portuguesa